
Depois da Lu do Magalu, maior influenciadora virtual do mundo, idealizada em 2003 para aproximar a varejista dos seus clientes, outras grandes empresas também criaram avatares que se comunicam com os consumidores em seu nome. E são todos mulheres: Sam da Samsung, Nat, da Natura, Aura, da Vivo, BIA, do Bradesco, Mara, da Amaro, Elô, da Cielo, e LuzIA, do Whatsapp, são os principais exemplos.
Para Mariane Pisani, professora adjunta na UFPI (Universidade Federal do Piauí) e pesquisadora nas áreas de estudos de gênero e sexualidade, o uso de figuras femininas para desempenhar esse papel pode estar relacionado ao fato de que as mulheres são as principais responsáveis pelas decisões de compras em diferentes lugares do mundo, incluindo o Brasil. “Se são elas que movimentam o mercado, faz todo sentido que as marcas se adaptem e mudem suas estratégias de comunicação visando esse público.”
Entre as grandes empresas, apenas a Casas Bahia tem um avatar homem, o Bahianinho, que foi criado em 1960 e ficou mais moderno com o tempo.
Mas a escolha de personagens e vozes femininas também pode estar associada a estereótipos de gênero, apontam especialistas. “A figura e a voz femininas são associadas a acolhimento, nutrição e proteção”, diz Simone Kliass, atriz e locutora envolvida em estudos sobre realidade virtual e aumentada, assistentes virtuais de voz e inteligência artificial.
Fonte: Forbes Brasil
31 de janeiro de 2024