Construção de trincheiras na Hermes da Fonseca será tema de audiência pública na segunda; obra é alvo de críticas



A construção de trincheiras entre as avenidas Hermes da Fonseca e Alexandrino de Alencar será alvo de audiência pública na Câmara Municipal de Natal na próxima segunda (5), às 15h. De acordo com Newton Filho, Diretor do Departamento de Planejamento da Secretaria de Mobilidade Urbana de Natal (STTU), estudos contratados pela prefeitura apontam que a obra pode absorver o fluxo de veículos no cruzamento pelos próximos. Entretanto, moradores e comerciantes da região se posicionaram contra a obra. Três manifestações no local foram realizadas, além de um abaixo assinado.

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“Projetos de mobilidade urbana pensados no futuro não consideram viadutos e trincheiras como solução. Os impactos ambientais, econômicos, urbanísticos e sociais dessa obra serão péssimos, inclusive no que diz respeito ao trânsito. A população, ao contrário do que diz o prefeito Álvaro Dias, sequer foi consultada. Esse valor, de quase R$ 25 milhões, deve ser usado em algo que traga, de forma concreta e efetiva, benefício para o povo de Natal", afirma o vereador Daniel Valença (PT), autor da proposta.
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As obras devem começar ainda nesse semestre, segundo previsões da Prefeitura do Natal. Isso porque o Executivo publicou no último dia 24 de abril no Diário Oficial do Município (DOM) o resultado da licitação do empreendimento, vencido pela empresa Potiguar Locações e Eventos Eireli, que teve proposta vencedora de R$ 24,2 milhões. A trincheira, uma espécie de túnel viário, deve ter suas obras executadas em cerca de nove meses. O empreendimento terá verbas oriundas do Ministério de Desenvolvimento Regional (MDR), com contrapartida da prefeitura em R$ 88 mil.
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Reclamações

Com as obras prestes a serem iniciadas, empresários e moradores das imediações da Hermes da Fonseca/Alexandrino já se mostraram contrários à realização da obra. Para esses interlocutores, a trincheira trará prejuízos ao longo de sua execução e depois de pronta, prejudicando acessibilidade ao comércio e moradia da região.

“Vai ser horrível, porque aqui não tem esse congestionamento todo para ter um viaduto aqui. Acho que deveria ser em frente ao Midway. Isso vai impactar não só no meu, mas em todos os comércios. No hotel, nessa área executiva” aponta Edna Moura, 44 anos, dona de uma quitanda de frutas na Alexandrino de Alencar há quatro anos.

As críticas são endossadas pelo síndico do Tirol Way, Sandro Pacheco, 56 anos. Ele conta que moradores e empresários da área chegaram a promover um abaixo-assinado e diálogos com a Prefeitura para buscar outras soluções, sem sucesso.

“A preocupação da gente é que aqui, por exemplo, temos dois prédios residenciais e a parte das salas comerciais. São 276 salas, empresas que têm seus funcionários e precisam de clientes. Imagine bloquear um cruzamento desses, como é que sobrevive? No condomínio, são 672 vagas de estacionamento. O fluxo aqui é grande. Essas pessoas vão ficar impedidas”, diz.

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Fonte: Tribuna do Norte

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Foto:Magnus Nascimento


02 de junho de 2023

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