
Com o tema ESG Data - Uma nova economia de sustentabilidade, o estudioso do futuro, Gil Giardelli, falou sobre as novas tecnologias, economia digital e tendências que grandes marcas já estão utilizando nessa nova economia, citando como exemplo produtos sendo lançados exclusivamente para o Metaverso, e para um perfil de consumidor diferente, que circula no mundo digital. “Quando você fala com uma jovem de 12 anos, ela fala que paga mais caro numa bolsa de marca francesa no Metaverso do que na vida real, porque no Metaverso ela pode usar e personalizar a bolsa do que jeito que ela quiser. É outra loja. E nós não estamos conseguindo compreender. A Porshe lançou um carro só para o Metaverso e esgotou em 24h e custou tão caro quanto um carro na vida real”.
rnNesse “novo”mundo disse ele, os filhos são os professores. “Lembre-se, ciência é o que os pais ensinam para seus filhos e tecnologia é o que os filhos ensinam para os pais. Então comece a falar com seus filhos. Isso é aprendizagem intergeracional reversa, aprender com os mais jovens, e isso é difícil para nós”.
rnO palestrante trouxe exemplos de grandes mudanças que estão acontecendo no mundo. O primeiro, é o que segundo ele, irá mudar o nosso processo de locomoção, cinco startups diferentes estão desenvolvendo o que seria o sonho de Ícaro, o homem de ferro. Hoje, você pode comprar por 50 mil dólares, mas em três anos as empresas prometem vender por 5 mil reais. E o homem irá se locomover voando ou de patinete. O segundo exemplo é que já está sendo construído e será entregue em 2027, o primeiro hotel intergaláctico e terá capacidade de hospedar 300 turistas.
rn“Trago esses exemplos, porque é importante em tempos de grandes mudanças, a gente saber o que está acontecendo para despertar a curiosidade. A sua empresa precisa pensar no futuro, precisa pensar em longo prazo, do contrário, a inovação pega a gente e não há chance de sobreviver”.
rnGil Giardelli é um roboticista e sobre os robôs, e citou um case que aconteceu em Tóquio onde há filas de espera para compra de um cachorrinho-robô da Sony. “Em uma loja eu perguntei a uma senhora por que não ter um cachorro de verdade? E ela explicou que aos 80 anos não queria um que desse trabalho de cuidar, pudesse mordê-la e causasse a tristeza de morrer. Então entendi que ela não queria um cachorro de verdade, ela queria algo para afagar naquele momento da vida dela”.
rn“Quando vocês olharem para o futuro, para a inovação, faça um exercício que é tirar o véu dos dogmas, da ignorância, ela nos incentiva a achar que o mundo é assim e sempre será. Então tudo que está sendo criado, talvez não seja para nós, mas para alguém isso vai fazer sentido”.
rnPara finalizar, ele afirmou que a motivação que está mudando o mundo é a motivação intrínseca. Os pesquisadores encontraram uma área do cérebro que é responsável pela inteligência da inovação, é o quociente espiritual, que não tem nada a ver com religião, mas com a criatividade.
rn“Quando você está empreendendo para fazer algo novo, quando está fazendo coisas interessantes, quando está com o espírito empreendedor contribuindo com um mundo melhor. No cérebro tem uma área que batizaram de ‘Ponto de Deus’, se antes queríamos nas empresas pessoas com QI alto, continuamos querendo, mas também o ‘Ponto de Deus é o ponto da inovação e da criatividade. Quando você colabora em rede, você abre esse ponto e fica mais inovador. Então que vocês tenham mais ‘Ponto de Deus’ nessa nova era”.
rnrn
15 de julho de 2022