A recessão e a ressaca da economia até 2023



 

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O cenário econômico não é dos melhores, assim o economista chefe da XP Investimentos Caio Megale iniciou a palestra na XX Convenção do Comércio e Serviços do RN, o Future-se, realizado no dia 07 de julho n Teatro Riachuelo.

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O palestrante apresentou uma projeção de como será a economia brasileira nesse segundo semestre de 2022 e para o próximo ano, num momento de tanta turbulência na economia global. “Inflação no mundo é o tema que chegou para afetar o mercado e afetar nossa vida em 2022. O que estamos passando hoje ainda é reflexo do grande choque que representou a pandemia na economia global”, falou.

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Ele afirmou que antes da pandemia, em 2019, a economia global vinha muito equilibrada, com baixo endividamento e com a chegada da Covid-19 e a reação a ela, por parte dos governos, foi muito forte. Segundo Caio Megale, estimulamos demais a economia global, e isso gerou um superaquecimento da demanda, gerando a inflação. E para corrigir isso, é necessário pisar no freio, subindo às taxas de juros no mundo inteiro, jogando a demanda para baixo, e tirando um pouco dos excessos das respostas à pandemia.

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“O mundo vai entrar em recessão, na verdade já está entrando, o preço das commodities tinham subido muito por conta da guerra e da pandemia e já caíram em média 30% nas últimas três semanas. As bolsas estão caindo. Está começando o ajuste. Acho que é a última fase desse processo que começou com a pandemia. Na pandemia, o mundo foi jogado para baixo, e com os estímulos foi jogado muito para cima, superaquece e agora vem à terceira fase, que é esfriar um pouco e trazer a gente de volta para o eixo”.

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A boa notícia é que muito provavelmente isso tende a ser só uma ressaca. “Vai passar. A economia está saudável, está respondendo aos estímulos. As commodities já estão caindo e a próxima etapa, vai ser um ano de 2023 com a desinflação da inflação mundial e isso vai nos beneficiar muito. Acho que é o primeiro indicador para os próximos 12 meses para a economia brasileira”.

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“A economia brasileira tem surpreendido. No começo do ano a nossa projeção de crescimento do PIB era de 0%, a gente achava que o país não ia conseguir crescer e com a inflação muito alta, juros altos, a atividade econômica ia sentir e não ia conseguir manter o ritmo que veio no final do ano passado. O Brasil está melhor do que a gente imaginava, porque o nosso processo de saída da economia foi bem-sucedido, também por causa da valorização de grãos, petróleo, minérios, e isso nos beneficia, e por último é que apesar dos ruídos, e da volatilidade, o Brasil fez reformas muito importantes nos últimos cinco ou seis que estão respaldando a resposta do crescimento econômico, foram elas, a reforma trabalhista, mudança estrutural no mercado de crédito e a reforma da previdência”.

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14 de julho de 2022

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