Surto de gripe afeta lojas e restaurantes de Natal



O surto de gripe e o aumento de casos da covid-19 tem impactado o comércio e setor de restaurantes em Natal e no Rio Grande do Norte. Em alguns casos, os atestados por conta dos sintomas gripais chegam a até 10 dias e empresas chegaram a ter 30% do seu quadro de funcionários afastados, o que gera sobrecarga e reacomodações para atender a clientela. Além do comércio, pelo menos cinco voos no Aeroporto Internacional Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante, foram cancelados.
 
O aumento no número de casos fez com que a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) emitisse uma nota técnica nesta segunda-feira (10) com recomendações aos trabalhadores de bares e restaurantes, bem como aos empregadores desses estabelecimentos, visando informar e orientar sobre as responsabilidades trabalhistas e minimizar o número de casos de influenza no Estado. 
 
A reportagem visitou restaurantes e estabelecimentos comerciais nesta segunda-feira (10). Em ambos os casos, as equipes de garçons, cozinheiros e funcionários ficaram desfalcadas entre o final de 2020 e o começo do ano. Para Paulo Galindo, dono de um restaurante em Ponta Negra, zona Sul de Natal, o surto de gripe acometeu dois funcionários
 
“Temos plano de saúde para os funcionários e agora está tudo normal, sem afastamentos por conta de gripe. Final de ano, entre o dia 29 e 30 tivemos dois casos que se afastaram por conta da gripe. Foram afastamentos de sete dias. Temos incentivado os funcionários a estarem com a vacinação em dia”, disse Galindo. 
 
Situação semelhante viveu Igor Mateus de Aguiar, maître de um restaurante em Ponta Negra. Foram três atestados recebidos no final do ano. Os desfalques na equipe, de cinco a 10 dias, fizeram a administração do local realocar funcionários de outro espaço, integrante da mesma rede. São 42 funcionários, no total.
 
“Somos um bar que recebemos muitos turistas, pessoas de todos os lugares do Brasil, ficamos um pouco vulneráveis a novos tipos de doenças, mas precisamos trabalhar. Apareceram alguns casos, mas nada tão grave. Hoje não temos ninguém afastado”, conta.
 
Na nota técnica emitida pela Sesap, foram enumeradas 17 medidas de caráter preventivo a serem adotadas por clientes e funcionários dentro dos bares e restaurantes. Entre as principais medidas estão o incentivo ao uso da máscara pelos clientes durante a permanência dentro do estabelecimento, quando não estiver na mesa de refeição; uso de máscaras pelos funcionários durante todo o horário de trabalho, inclusive durante o preparo de alimentos.
 
A pasta cita ainda que o empregador deve fornecer Equipamentos de Proteção Individual (EPI) adequados para os funcionários; dar preferência ao uso de máscaras descartáveis por todos os profissionais em serviço, especialmente àqueles que trabalham com atendimento direto ao cliente, além de estimular/monitorar a completude do esquema vacinal para covid-19, bem como a vacinação para influenza, de todos os funcionários. 
 
Voos
Cinco voos que tinham como rota o Aeroporto Internacional Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante, foram cancelados no último sábado (08) pela Latam em virtude do aumento no número de casos de Covid e de gripe no Brasil. Nacionalmente, a Latam e a Azul já cancelaram pelo menos 549 voos nos últimos dias em virtude da piora nos quadros epidemiológicos.
 
Os voos estavam previstos para acontecerem entre esta terça-feira (11) e o próximo domingo (16) e tinham como partida ou destino o Aeroporto de Natal e o de Guarulhos. 
 
Os passageiros afetados poderão remarcar a viagem sem a cobrança de multa e da diferença tarifária, ou, ainda, solicitar o reembolso da passagem, também sem multa.
 
A companhia também informou que está permitindo que os passageiros diagnosticados com covid-19 remarquem a data da passagem uma vez sem a cobrança de multa, mas pagando a diferença de preço, se houver.
 
“O cliente poderá viajar a partir de 14 dias após o diagnóstico da doença ou certificando que não está mais na fase de contágio”, diz a nota.
 
Epidemia chega ao comércio e afeta as vendas
O comércio de Natal também está sentindo os efeitos da gripe em vários segmentos. Segundo Francisco Antônio Pimenta,  gerente de uma loja de aviamentos e tecidos na Cidade Alta, zona Leste da capital, três funcionárias de sua loja foram acometidas com sintomas de gripe e precisaram ser afastadas.
 
“Tivemos afastamentos, de dois a três dias, mas foi só gripe, nada de covid-19. Os sintomas eram febre, dor no corpo. Semana passada tivemos três afastamentos”, cita.
 
O empresário Delcindo Macena, dono de uma loja de roupas femininas na Cidade Alta, afirma que os comerciantes do Centro da cidade estão sentindo os efeitos do novo vírus em seus respectivos quadros de funcionários. Em sua loja, com 15 funcionários, foram 5 deles afastados com uma média de 5 a 6 dias.
 
“Não sentimos mais a presença da Covid nas lojas entre dezembro e janeiro, mas sim essa virose que vem através de diarréia, uma infecção intestinal, e isso está tirando funcionários do dia a dia por 5, 6 dias. Tivemos que nos virar “nos 30”, uma pessoa tendo que atender duas para podermos segurar e não prejudicar o atendimento ao cliente”, apontou. 
 
O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Natal (CDL Natal), José Lucena, diz que as vendas do comércio já foram afetadas pelo surto de gripe, seja por causa do afastamento dos colaboradores, como também dos consumidores, que estão circulando menos nas lojas. 
 
“O comércio é um termômetro importante do comportamento das pessoas e da economia. Tudo se reflete nele, seja bom ou ruim. A gripe provocou uma diminuição no movimento e estamos atentos quanto a isso”, afirma Lucena. 
 
Para lidar com esse quadro, o presidente da CDL  intensificou a divulgação para que lojistas e colaboradores reforcem os cuidados de usar a máscara e passar álcool nas mãos. “Não podemos relaxar, é preciso cuidar da saúde para que a economia continue cumprindo o seu ciclo”, falou. 
 
Já o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (Fecomercio), Marcelo Queiroz, considera que os empresários, apesar dos desfalques, estão conseguindo administrar as equipes em virtude das contratações temporárias no comércio, que iniciaram entre outubro e novembro. 
 
“Tivemos registros pontuais de interrupção de funcionamento em razão do surto de gripe. Mas, de forma geral, a manutenção dos protocolos e o reforço prévio dos times para o movimento do final do ano, hoje, oferece suporte às empresas que, eventualmente, tiveram algum afastamento”  declara Queiroz. 
 
Nacional
As disseminações da variante ômicron do coronavírus e da influenza A (H3N2) no Brasil já afetam o funcionamento de empresas, serviços e comércios. Desde dezembro, bares e restaurantes precisaram afastar, semanalmente, cerca de 20% de seus funcionários devido às suspeitas de gripe ou Covid-19, de acordo com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abresel).
 
Como prevalece a orientação de isolamento do trabalhador com qualquer sintoma que remeta às doenças, os estabelecimentos precisam recorrer à contratação de funcionários temporários para manter o funcionamento. Ainda de acordo com a associação, o custo deste afastamento fica por conta dos bares e restaurantes, uma vez que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não cobre afastamentos de poucos dias.
 
Já a Associação Brasileira dos Lojistas Satélites (Ablos), segundo a Folha de São Paulo, vai pedir a redução do horário de funcionamento das lojas em shoppings. Os varejistas poderiam lidar melhor com a falta de funcionários que foram infectados por gripe ou Covid-19.
 
Fonte: Tribuna do Norte 
Foto: Adriano Abreu 

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