Panorama do Comércio



Depois do recuo observado em junho de 2021, o comércio voltou a registrar um resultado positivo no mês de julho. Segundo o IBGE, o avanço das vendas do varejo foi de 1,2% na comparação com o mês imediatamente anterior. O resultado reforça o cenário de retomado do setor. Num horizonte de tempo maior, isso fica ainda mais evidente: no acumulado de 12 meses, o comércio varejista registra avanço de 5,9%, enquanto o varejo ampliado registra alta de 8,4%.

De acordo com a Fundação Getulio Vargas, em agosto de 2021, a confiança do comércio registrou leve recuo, mas ainda segue acima dos 100 pontos, indicando prevalência do otimismo. O setor segue, ademais, abrindo vagas formais de trabalho. O resultado de julho de 2021 foi, segundo o CAGED, recorde neste ano: 74,8 mil vagas foram criadas pelo comércio. Considerando todos os setores da economia, mais de 308 mil vagas foram criadas em julho.

No âmbito macroeconômico, o avanço recente da inflação e a queda do PIB do segundo semestre servem de alerta para os riscos ainda presentes no cenário. O Produto Interno Bruto recuou 0,1% no segundo trimestre, na comparação com o trimestre anterior. RESUMO 64% Vacinados com ao menos uma dose 81,8 pontos Confiança do consumidor Termômetro do consumidor Já a inflação acumula alta de 9,7% nos últimos 12 meses, com variação acima da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.

A despeito do resultado do PIB do segundo semestre, as projeções ainda indicam um crescimento acima de 5,0% em 2021. No entanto, o risco inflacionário e o risco relacionado ao descontrole fiscal podem impactar o crescimento projetado para 2022. Até o momento, as projeções indicam um crescimento abaixo de 2% para o próximo ano.

Por fim, a confiança dos consumidores segue abaixo do patamar pré-pandemia, impactada pela queda do rendimento e pelo alto nível de desemprego, apesar das vagas formais recentemente criadas. A nota positiva é o avanço da vacinação: mais de seis em cada dez brasileiros tomaram ao menos uma dose da vacina, o que favorece a abertura econômica e melhora dos indicadores de emprego e de renda.

Em recuperação, vendas do comércio varejista registram alta de 1,2% em julho de 2021, mostra IBGE; no acumulado de 12 meses, avanço chega a 5,9%

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram um crescimento de 1,2% no volume de vendas do comércio varejista em julho de 2021, na comparação com o mês imediatamente anterior. O desempenho do setor continua a se recuperar do período de dificuldades impostas pela pandemia. O resultado de julho ficou acima do observado nos meses que antecederam a crise sanitária e acima do pico registrado em novembro de 2020, quando o setor já se recuperava. As vendas do comércio varejista ampliado avançaram 1,1% na comparação mensal.

A diferença entre o comércio varejista e o varejo ampliado é que este último inclui as vendas de automóveis, motocicletas, peças e materiais para construção. Outras bases de comparação deixam ainda mais evidentes a recuperação do setor. No acumulado dos últimos 12 meses, as vendas do comércio varejista registraram alta de 5,9%, enquanto as vendas do varejo ampliado observaram um avanço de 8,4%

Quatro dos oito segmentos do comércio varejista analisados registram alta no acumulado de 12 meses.

A análise dos dados do comércio varejista por segmento mostra que, em julho de 2021, das oito atividades analisadas, quatro apresentaram queda no acumulado de 12 meses. É o caso do segmento Supermercado, alimentação e bebidas, com recuo de 0,1%. Esse setor teve bom desempenho ao longo da pandemia, mas agora apresenta a primeira queda nessa base de comparação desde o início da crise. O maior recuo no acumulado de 12 meses foi apresentado pelo segmento de livros e papelaria (28,2%). Combustíveis e materiais de escritório tiveram queda de, respectivamente, 0,6% e 3,0%. Já o segmento com maior alta no acumulado de 12 meses foi o de Outros artigos pessoais e domésticos, que engloba lojas de departamento, óticas, artigos esportivos, entre outros. O avanço foi de 23,0%. Também se destacou o segmento de farmácias (13,6%) e móveis e eletrodomésticos (13,6%). Na comparação mensal, entre julho de 2021 e o mês imediatamente anterior, a maior alta também ficou com o segmento de outros artigos pessoais e domésticos (19,1%).

Indicador de Confiança do Comércio recua em agosto, mas permanece acima dos 100 pontos, mostra FGV 

O Indicador de Confiança do Comércio, apurado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), apresentou leve recuo em agosto de 2021, alcançando 100,9 pontos. A confiança é composta por outros dois indicadores: a avaliação da situação atual, que mede a percepção do setor sobre o presente, e as expectativas, que mede a percepção sobre o futuro. Na avaliação da situação atual, em agosto de 2021, a pontuação foi de 105; já na avaliação das expectativas para o futuro a pontuação foi de 96,7. O Indicador de Confiança do Comércio e seus componentes têm uma escala que varia de zero a 200 pontos. Valores acima de 100 pontos indicam que a maioria dos empresários do setor está otimista; valores abaixo de 100 indicam que a maioria está pessimista. A série histórica da confiança mostra que, depois de fortes abalos no início da pandemia e com a chegada da segunda onda de contaminação, a confiança do comércio conseguiu se recuperar, voltando aos patamares de antes da pandemia.

Inflação ronda a casa dos dois dígitos, com avanço de quase 10% no acumulado dos últimos 12 meses.

O avanço da inflação ganhou destaque no noticiário, especialmente depois da divulgação dos resultados de agosto de 2021. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou avanço de 9,7% nos últimos meses. Na comparação mensal, isto é, entre agosto e o mês imediatamente anterior, o avanço foi 0,87%. A abertura do indicador por grupo de bens e serviços mostra que transportes foi o que registrou a maior alta de preços nos últimos 12 meses (16,6%), seguido por Alimentação e bebidas (13,9%), Artigos de residência (12,7%) e Habitação (11,6%). Dentro do grupo Habitação, o destaque foi o crescimento no preço da energia elétrica residencial (21,1% no acumulado de 12 meses), já refletindo o cenário de escassez energética. No patamar atual, a inflação está bem acima da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 3,75%. O mercado projeta que a inflação deverá permanecer acima da meta, encerrando o ano acima de 7,0%.

MERCADO DE CRÉDITO

O saldo de empréstimos e financiamentos a empresas feitos pelo Sistema Financeiro Nacional registrou forte crescimento durante a pandemia, chegando a avançar 17,6% na comparação entre janeiro de 2021 e o mesmo mês do ano anterior. Esse cálculo leva em consideração a inflação do período e foi feito com base em dados do Banco Central do Brasil. Em 2021, o saldo de crédito continuou registrando crescimento positivo. No mês de julho, o avanço foi de 4,3%, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Nota-se, porém, que o ritmo de crescimento vem caindo ao longo dos últimos meses, depois de alcançar um pico em janeiro. O avanço expressivo do crédito a empresas observado ao longo de 2020 resultou de medidas adotadas pelo governo e pelo Banco Central para garantir a sobrevivência dos negócios. O saldo total de crédito a empresas chegou a R$ 1,83 trilhões em julho de 2021, sendo que R$ 169 bilhões estão destinados a empresas do varejo. Por fim, o saldo de crédito a pessoas físicas cresceu 8,6% na comparação entre julho de 2021 e o mesmo mês do ano anterior.

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