Panorama do comércio



Em abril de 2021, o volume de vendas do comércio varejista cresceu 1,8%, na comparação com o mês imediatamente anterior, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse crescimento sucede um recuo do volume de vendas observado em março, mês em que houve aumento das medidas restritivas. Os dados do setor ainda permitem observar que, mesmo com as restrições e protocolos de distanciamento, o volume de vendas do comércio voltou ao patamar de antes da pandemia. No entanto, há diferenças no desempenho dos segmentos do comércio.

Com dados mais atualizados, a confiança do setor cresceu em maio de 2021, pela segunda vez consecutiva. Ainda assim, o indicador segue abaixo dos 100 pontos, mostrando que a maioria dos empresários do comércio ainda vê o cenário com pessimismo.

Desde o início do ano, o setor de comércio apresentou um saldo positivo de 105 mil postos de trabalho criados. Considerando só o mês de abril, 10,1 mil vagas foram criadas pelo comércio.Dados sobre a situação do consumidor mostram ainda que, em maio de 2021, o percentual de famílias endividadas chegou a 68%. Além disso, a confiança dos consumidores apresentou a segunda melhora consecutiva, depois da queda registrada em março.

No cenário macroeconômico, os dados referentes ao PIB do primeiro trimestre de 2021 vieram acima das expectativas. A economia brasileira cresceu 1,2% entre janeiro e março, na comparação com o último trimestre de 2020. Com isso, as projeções de crescimento para 2021 foram revisadas para cima. Segundo dados do Boletim Focus, as previsões de instituições financeiras apontam para um avanço do PIB de 4,0% ao longo deste ano.

O cenário mais otimista está condicionado, todavia, ao avanço da vacinação e à redução dos casos de contaminação por coronavírus.

O endividamento das famílias em alta e a lenta recuperação da confiança do consumidor, de acordo com dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC) e da Fundação Getulio Vargas (FGV), são os pontos de atenção, assim como os índices de inflação, com o IPCA acima do teto da meta do Banco Central e o IGP-M que já acumula alta de 37% no últimos 12 meses.

VOLUME DE VENDAS

VOLUME DE VENDAS DO COMÉRCIO VAREJISTA CRESCE 1,8% EM ABRIL, APONTA IBGE

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o volume de vendas do comércio varejista registrou alta de 1,8% em abril de 2021, na comparação com o mês imediatamente anterior. Já o volume de vendas do comércio varejista ampliado, que inclui a venda de automóveis, motocicletas, peças e materiais para construção cresceu 3,8%, na mesma base de comparação.

A recuperação de abril sucedeu um mês com maiores restrições ao funcionamento da atividade econômica. Na comparação entre abril de 2021 e abril de 2020, o avanço do comércio varejista foi ainda mais expressivo, de 23,8%. Observa-se, no entanto, que o nível de faturamento do setor segue abaixo do pico verificado em novembro de 2020.

 

VOLUME DE VENDAS

NA COMPARAÇÃO ENTRE ABRIL E MARÇO DE 2021, MÓVEIS E ELETRODOMÉSTICOS APRESENTAM MAIOR CRESCIMENTO.

Os dados do IBGE mostram que, das oito atividades analisadas, todos os segmentos apresentaram crescimento na comparação mensal, entre abril e março de 2021, com exceção do segmento de Supermercados, Alimentos e Bebidas. Nessa base de comparação, o maior avanço foi do segmento Móveis e eletrodomésticos (24,8%), seguida pelo segmento de Vestuário e calçados (13,8%). Considerando o acumulado dos últimos 12 meses, o segmento de Móveis e Eletrodomésticos continua na dianteira, com avanço de 16,4%, seguido de Outros artigos pessoais e domésticos (13,9%). Essa base de comparação permite constatar que a pandemia não atingiu igualmente todos os segmentos, preservando atividades essenciais e com presença mais forte no meio virtual, como é o caso de Móveis e Eletrodomésticos.

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