Segundo dia da NRF 2026 reforça que tecnologia acelera, mas é o humano que sustenta o varejo



A NRF 2026, maior feira de varejo do mundo, segue movimentando Nova York com debates estratégicos sobre consumo, tecnologia, comportamento e liderança. A cobertura do evento acompanha de perto a participação do presidente da CDL Natal, José Lucena, e da arquiteta e especialista em varejo Marcela Cabral, que integram a missão internacional e acompanham in loco os principais painéis, palestras e tendências que já começam a redesenhar o varejo global.

Um dos destaques do segundo dia foi a palestra de Ryan Reynolds, ator, empreendedor e cofundador da Maximum Effort, que trouxe uma visão prática e provocadora sobre construção de marcas. Segundo ele, marcas fortes são construídas com autenticidade, vulnerabilidade, conexão emocional e velocidade cultural, e não, necessariamente, com grandes orçamentos. “Autenticidade escala mais do que perfeição. O que funciona é o que é real, humano e verdadeiro”, defendeu.

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Reynolds também destacou que emoção gera mais retorno do que investimento financeiro e que o chamado fast advertising não está relacionado à pressa, mas ao timing correto. Errar rápido, aprender e seguir em frente, segundo ele, faz parte do processo. Outro ponto forte foi a ideia de pertencimento: marcas fortes criam comunidades e, quando as pessoas se sentem vistas, passam a defender a marca.

Liderança humana, experiência e comunidade no centro do negócio

A liderança foi um dos eixos centrais da programação. Fran Horowitz, CEO da Abercrombie & Fitch e vencedora do NRF Visionary Award 2026, reforçou que o futuro do varejo depende de liderança humana, escuta ativa, clareza de marca e capacidade de adaptação rápida. Em sua fala, destacou que o varejo do futuro transforma lojas em espaços culturais, sociais e sensoriais, onde comunidade, lifestyle e significado valem mais do que a simples transação.

O painel Shaping the Next Now reforçou que liderança acessível não é fraqueza, é vantagem competitiva. A mensagem foi direta: o cliente não quer ser mandado, quer ser ouvido. Cultura, segundo os palestrantes, é o verdadeiro motor da transformação.

IA, TikTok Shop e o novo ritmo do varejo

Tecnologia e inteligência artificial atravessaram praticamente todas as discussões da NRF 2026. Especialistas reforçaram que transformação em IA é transformação do negócio, e que dados são o combustível da inteligência artificial. No entanto, sem cultura de inovação, governança, ética e confiança, a IA não escala. A IA responsável foi apontada como inegociável.

O TikTok Shop também ganhou destaque como um novo motor do varejo em tempo real, baseado em autenticidade, agilidade operacional e co-criação com o consumidor, redefinindo quem cresce e quem fica para trás. Já a Chief Merchant do Sam’s Club destacou que o futuro passa por curadoria inteligente, escuta ativa do consumidor e uso pragmático da tecnologia, equilibrando ousadia e confiança.

A PepsiCo América do Norte reforçou que grandes marcas precisam operar no ritmo do figital, acelerar inovação e construir parcerias profundas para entregar saúde, funcionalidade e conveniência em escala.

Encerrando o dia, a Ulta Beauty trouxe uma mensagem clara. Para a CEO Kecia Steelman, crescer com consistência em 2026 exige simplicidade estratégica, centralidade no humano, uso inteligente da IA e lojas físicas vivas, onde cultura, personalização e comunidade se encontram. “Se você quer ter sucesso na sua estratégia, mantenha a linguagem simples para que todos compreendam”, afirmou.

A cobertura da NRF 2026 reforça que o varejo do futuro será menos sobre tecnologia isolada e mais sobre cultura, comunidade e pessoas, com a IA como ferramenta operacional e o humano como principal ativo de confiança.


13 de janeiro de 2026

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